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Portal de Noticias http://agendadocidadao.ubi.pt/portal Portal de notícias dos alunos de Ciências da Comunicação Tue, 05 Jun 2012 00:20:45 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.1 Menos quatro feriados a partir de 2013 http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/05/menos-quatro-feriados-a-partir-de-2013/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/05/menos-quatro-feriados-a-partir-de-2013/#comments Tue, 05 Jun 2012 00:07:33 +0000 pedromatias http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1445 A Santa Sé chegou acordo com o Governo português para a eliminação dos feriados do Corpo de Deus e de Todos os Santos, a partir de 2013 por um período de cinco anos. O Governo fez saber que a supressão dos dois feriados civis também entrará em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano

A decisão foi tomada, mais rápido do que se previa, foi transmitida em comunicado oficial pela Nunciatura Apostólica em Portugal, a representação diplomática da Santa Sé no país, diz a agência Eclésia. Um comunicado conjunto do Ministério da Economia e dos Negócios Estrangeiros esclarece que a supressão dos feriados “apenas produzirá efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2013”. Diz o texto: “Tendo em conta as preocupações manifestadas por alguns parceiros subscritores do Acordo de Concertação Social, bem como as exigências legais aplicáveis em matéria de entrada em vigor das alterações à legislação laboral, a eliminação dos feriados de Corpo de Deus, 5 de Outubro, 1 de Novembro e 1 de Dezembro apenas produzirá efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2013, indo assim também ao encontro do melhor planeamento dos calendários das famílias e das empresas no corrente ano.” O facto de se estabelecer que o acordo é válido por cinco anos não significa que os feriados voltem no final. De acordo com o texto governamental, após esse período as duas partes “reavaliarão os termos do seu acordo”. Segundo o comunicado da nunciatura do Vaticano citado pela Eclésia, a celebração da solenidade do Corpo de Deus (que se assinala numa quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa) será “transferida para o domingo seguinte”, uma vez que se trata de uma festa relativa à pessoa de Jesus Cristo. Este ano, o Corpo de Deus calha a 7 de Junho, data que ainda será feriado.  Já a festa de Todos os Santos “manter-se-á no dia 1 de Novembro, mas sem o carácter de dia feriado civil”, diz o comunicado, citado pela Eclésia. O mesmo texto refere ainda que, com este acordo, a Santa Sé procura ir ao “encontro dos desejos do Governo português na procura de uma solução para a grave crise económico-financeira em que se encontra o país”. Esta decisão significa, na prática, que deixa de haver o dia que muitas pessoas aproveitavam para a romagem aos cemitérios, já que o Dia dos Fiéis Defuntos se celebra no dia 2.

Uma das medidas do Governo para combater défice público

A eliminação de feriados foi anunciada pelo Governo como uma das medidas que pretende combater o défice público. Embora contestada por largos sectores, a decisão, assumida em Concertação Social, previa que se abdicasse de dois feriados civis e dois religiosos. Portugal e a Santa Sé indicam que os dias “festivos católicos”, além dos domingos, são estabelecidos por acordo entre “as autoridades competentes da Igreja Católica e da República Portuguesa”. Como dias festivos católicos, continuam o 1 de Janeiro, festa de Santa Maria (também feriado civil do Ano Novo) a Assunção da Virgem Maria (15 de Agosto), a Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e o Natal (25 de Dezembro). O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que a lei incluiria um “dispositivo” para garantir a simetria na eliminação de feriados religiosos e civis: “Nós não deixaremos de colocar um dispositivo na lei que permita, uma vez fechado o acordo, fazer com a devida simetria o que acordou com os parceiros sociais.” Na última reunião plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o patriarca de Lisboa tinha sublinhado o “bom entendimento” entre a Secretaria de Estado do Vaticano e o Governo português, remetendo para o Executivo a responsabilidade da decisão.

 

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Há uma cidade do rock, de dois em dois anos http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/ha-uma-cidade-do-rock-de-dois-em-dois-anos/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/ha-uma-cidade-do-rock-de-dois-em-dois-anos/#comments Mon, 04 Jun 2012 21:38:43 +0000 luciapais http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1436

Palco Mundo recebe os principais cabeças de cartaz

Se a fórmula contínua igual, as vendas de bilhetes também não se alterou muito, apesar do assunto geral sempre ser o mesmo entre quem não vai a festivais de verão. La se houve o  ”reclamam que é caro, mas estão sempre lá”. Foi assim no Rock in Rio, onde só o último dia, contou com a presença de 81 mil pessoas. No parque da Bela Vista, em Lisboa, não entrou a crise nem o desemprego, nem as secretas de Miguel Relvas. Reinou a boa disposição e a boa onda no evento que faz parte de um dos maiores franchisings de festivais de música do mundo e um dos maiores eventos culturais que se realiza em solo português.

O primeiro Rock in Rio

1985 foi o ano do primeiro Rock in Rio, um festival de música feito no Rio de Janeiro, com o objectivo de angariar fundos para causas humanitárias importantes. Uma espécie de Live Aid do Brasil. Roberto Medina, empresário brasileiro no ramo da publicidade, foi o responsável pela criação do primeiro evento, realizado entre 11 e 20 de Janeiro desse ano. Na altura, foram precisos 250 mil metros quadrados para acolher uma infraestrutura completamente criada de raiz, perto da cidade de Jacarepaguá. A “cidade do rock” ficou monstruosa: dois centros comerciais, o Palco Mundo (como ainda hoje é conhecido), com cerca de 5 mil metros quadrados, restaurantes de fast food, centros de atendimento médico. Uma verdadeira cidade pronta a receber cerca de 1, 5 milhões de pessoas. Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, Judas Priest, Ozzy Osbourne, AC/DC, Scorpions, Rod Stewart, Rita Lee e Queen completaram um line-up de sonho para muitos saudosos da música dos anos 80. Um dos marcos dessa edição foi o concerto da banda de Freddy Mercury, que se apresentou duas vezes durante o festival. Cerca de 250 mil pessoas estiveram presentes nesse concerto e 250 milhões de pessoas assistiam, em toda a América Latina, através da transmissão pela Tv Globo. Nunca o “Love of my life”, uma das músicas mais conhecidas da banda britânica que começou o concerto, se tinha feito ouvir assim na América do Sul. O seu concerto no Rock in Rio é ainda hoje consagrado como um dos mais importantes e marcantes da banda.

A primeira cidade do rock, em 1985

Depois dos concertos, a história foi outra. “A cidade do rock” que viu passar artistas que nunca tinham pisado solo brasileiro, foi demolida por ordem do governador do Rio de Janeiro da altura. O que não impediu que Roberto Medina voltasse com a segunda edição do Rock in Rio, em 1991. Não houve cidade do rock. Houve sim concertos no estádio do Maracanã, pronto a receber cerca de 700 mil pessoas. Tal como a infraestrutura, também o cartaz da segunda edição do festival foi considerado mais fraco em relação ao anterior. George Michael, Prince, INXS, Carlos Santana, Billy Idol e Guns N’ Roses preencheram o line-up de nove dias de festival de música. Em 2001, a terceira edição teve menos dias, mas uma cidade do rock completamente nova e cheia de tendas alternativas ao Palco Mundo, entre as quais com a premissa de um mundo melhor. Foi aliás, nessa edição que se institucionalizou um dos principais slogans do Rock in Rio. “Por um mundo melhor”.

Em Portugal, contra o Brasil

Se para Roberto Medina, que avançou numa conferência de imprensa, que “Portugal é para sempre” na rota do festival Rock in Rio, para os brasileiros a chegada e a internacionalização do festival a Portugal em 2004, não foi vista com bons olhos. Mesmo assim, Roberto Medina chegou com um festival altamente publicitado (foram

Rock in Rio em 2010

quase dois anos a promover a premissa e os produtos do festival) e altamente orçamentado. A essência foi também semelhante àquilo que se passou em 2001, no Rio de Janeiro. Uma cidade do rock, colocada no Parque da Bela Vista, tendas alternativas de música africana e electrónica, mas menos dias. Em Portugal, o Rock in Rio dura cinco dias, dividido por dois fins-de-semana. Mas contou com nomes pesados da música também. O ano de 2004 foi o ano das estrelas em festivais de música. Paul McCartney, Peter Gabriel, Evanescence, Foo Fighters, Metallica, Slipknot, Britney Spears, Black Eyed Peas e Sting levaram ao Parque da Bela Vista quase 385 mil visitantes.

Desde então, já se realizaram, contando com a deste ano, mais quatro edições, com cartazes de qualidade variável e algumas polémicas. Quem não se lembra do quase concerto que Amy Winehouse deu em 2008, onde copos e palavras estranhas se misturaram com um atraso de quase uma hora que deixou os mais de 90 mil visitantes insatisfeitos? Uma semana depois, Amy voltava a fazer das suas na primeira edição do Rock in Rio Madrid, o terceiro passo da internacionalização do festival, que pretende estar presente nos quatro cantos do mundo.

A crise faz-se esquecer no festival

Qual a principal razão para o sucesso do Rock in Rio? É acima de tudo, caracterizado como um festival urbano. Ou seja, tem tudo para agradar a toda a gente. Dias especializados (dia do metal, dia do pop, dia da família são nomeações típicas deste festival) preenche

Comerciantes aproveitam o Rock in Rio para se promoverem

m o line-up do festival e chamam famílias inteiras ao recinto da cidade do rock. Tudo envolvido com patrocínios, campanhas publicitárias e castings para potenciais apresentadores e representantes do festival. Um mercado que há alguns anos não era explorado por qualquer entidade responsável por acções culturais e musicais.

Os números alteraram-se e o estilo de vida dos portugueses também. Apesar do peso da crise nos bolsos de todos, o Rock in Rio deste ano recebeu 353 mil pessoas, tornando-se na terceira edição com maior lotação de sempre. Lenny Kravitz, Marron 5, Metallica, Evanescence, Stevie Wonder e Bruce Springsteen foram alguns dos nomes que fizeram os visitantes esquecer a crise durante um dia, visto que o bilhete diário custava 60 euros. Bruce Springsteen, “o boss” encerrou a quinta edição do Rock in Rio com um dos concertos mais aclamados da noite, por ter passado uma mensagem unificadora de esperança ao som das músicas “I’m on Fire” e “Twist and Shout”. Daqui a dois anos, há mais.

 

 

 

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Geração “Fast – Food” http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/geracao-%e2%80%9cfast-%e2%80%93-food%e2%80%9d/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/geracao-%e2%80%9cfast-%e2%80%93-food%e2%80%9d/#comments Mon, 04 Jun 2012 19:58:38 +0000 andreiamiguel http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1427 Nos últimos tempos, a alimentação dos portugueses têm vindo a piorar drasticamente, a fruta, verduras, água, a comida típica têm vindo a ser trocada por hambúrgueres, batatas-fritas, refrigerantes, folhados, molhos, pizzas. Umas vez que este tipo de alimentação se torna viciante, e ao mesmo tempo prática os portugueses deixam de parar para fazer uma refeição saudável e entregam-se à comida de plástico.

O hambúrguer é considerado o rei da comida rápida.

O hambúrguer é considerado o rei da comida rápida.

Num mundo completamente acelerado como o que a maioria das pessoas vivem, qualquer coisa que chegue a nos de uma forma rápida, barata, conveniente e com a maior comodidade, vai vingar de certeza no nosso mundo.

A maior parte das pessoas que trabalham e têm uma vida agitada, vêm no fast-food o seu maior aliado para fazer refeições rápidas e por vezes baratas. Mas os adeptos desta alimentação não estão a ser prudentes nas escolhas, uma vez que consumir exageradamente este tipo de comida, faz extremamente mal à saúde, e por vezes não é assim tão barata como se pensa ao olharmos para o painel de preços.

Peritos em Saúde Pública e alimentação saudável, fizeram questão de algum tempo atrás denunciarem este tipo de alimentação por nela existirem alguns problemas associados à chamada “comida de conveniência”, devido à sua composição ser à base de ingredientes muito pouco saudáveis.

O fast - food é a refeição mais apreciada, pelos jovens portugueses.

O Fast-food foi apelidado de comida conveniente, porque, para quem a ingere diariamente, passa a ser conveniente faze-lo, mas para quem a produz também é conveniente, uma vez que ele produz em massa e de uma forma bastante barata estes ingredientes.

O valor nutricional do produto é brutalmente sacrificado em detrimento desta conveniência. Estes alimentos perdem muitos dos seus nutrientes quando são expostos a estes sacrifícios e depois para devolve todos os sabores perdidos durante todos os processos a esses ingredientes são adicionadas grandes quantidades de açúcar, gordura e sal, e só assim conseguem proporcionar as sensações adequadas.

Mas é do saber de todos que ao ingerir estes alimentos em demasia, todas estas gorduras saturadas, provocam consequências como aumento dos níveis de colesterol, que provocam coagulação nas artérias, aumento de risco de doenças coronárias, impacto na saúde dentária e obesidade.

Os açúcares e sal em excesso, na comida também apelidada de “comida de plástico” são um grande motivo de preocupação para quem as ingere sem contenções.

Chama-se comida Fast-Food à comida que pode ser preparada e servida num intervalo curto de tempo e de uma forma rápida. Até aqui falamos de aspectos maus neste tipo de alimentação, mas ela também possui vantagens.

Por exemplo as batatas-fritas são o principal acompanhamento deste tipo de refeição, elas não fazem mal, uma vez que pertencem a um

A batata consumida de uma forma moderada e sem excesso de gordura é um alimento muito rico para uma dieta saudável.

grupo cujo carboidratos devem ser consumidos diariamente e fornecem bastante energia que é completamente aproveitada pelo organismo. São ricas em potássio, um mineral que faz bem para aqueles que sofrem de retenção de líquidos ou têm problemas renais, e é uma fonte de vitamina C um potente antioxidante, isto é a batata pode fazer bem como tudo o resto, basta é ingerir e doses moderadas. Por vezes estes restaurantes não optam é por a melhor batata, pois optam por batatas pré congeladas que sofrem imensos processos parra se manterem com bom aspecto.

O hambúrguer também pode ser um alimento muito saudável, uma vez que o seu principal ingrediente é rico em proteína de carne de vaca, este tipo de carne é rica em ferro e vitamina B12. Este tipo de ingrediente é bom para combater a anemia e é recomendada para pessoas com problemas digestivos, já que é de fácil digestão. Se o hambúrguer é confeccionado a base de carne de peru ou frango, ou seja carnes mais magras, podem ser consumidas por pessoas com problemas de colesterol. O hambúrguer é servido com pão, este pão garante a quantidade de carboidrato que é preciso consumir diariamente, e as sementes de gergelim são riquíssimas em cálcio. É um alimento muito barato e de fácil transporte, e tem o poder de fornecer energia quando se tem um desgaste físico e mental.

A Pizza é um prato bastante equilibrado a nível de ingredientes, uma vez que inclui frutas, peixe, carne, derivados lácteos e hortaliças que nos melhores restaurantes são muito bem seleccionados, uma vez que este prato é composto por azeite e o cereal da sua massa, constrói um prato bastante equilibrado, uma vez que as calorias e nutrientes não precisam de ser complementadas, o que faz com que este prato seja prejudicial para a saúde é os acompanhamentos e as gorduras saturadas. Como os pratos anteriores é de fácil preparação e transporte.

Uma comida muito apreciada por quem tem pressa, e saí do trabalho com os minutos contados para o almoço, opta por cachorro – quente, este prato como disse anteriormente é consumido esporadicamente, principalmente para substituir uma refeição, neste ponto de vista não é a escolha mais acertada, mas se for num lanche é bastante rico em bons aminoácidos. A salsicha é rica em proteínas, assim como em ferro e vitamina B12. Se for recheada com queijo, também fornece cálcio.

Para que todos os pratos sejam mais saudáveis, é aconselhável banir completamente os molhos, sejam eles ketchup, maionese, molho agridoce, mostarda. Estes condimentos devem ser trocados por azeite, limão e vinagre, pois já se esta a reduzir nas calorias.

Para estes alimentos serem ainda mais saudáveis deve-se evitar produtos fritos e empanados, assim como todos os ingredientes extra ricos em gorduras saturadas.

Todas estas refeições devem ser acompanhadas de água ou chá natural e não de refrigerantes riscos em gás, conservantes e açúcares.

Claro que comer de vez em quando este tipo de refeição não faz mal, mas como em tudo, temos de saber comer. Há sempre um pouquinho de espaço para a comida de plástico, temos é de diminuir ao máximo a dependência que ela pode provocar, estas comidas apenas servem para um mimo a uma dieta norma e saudável.

Todas estas refeições podem ser saudáveis se ingeridas moderadamente.

 

 

 

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Gordura nem sempre é formosura http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/gordura-nem-sempre-e-formosura/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/06/04/gordura-nem-sempre-e-formosura/#comments Mon, 04 Jun 2012 19:53:56 +0000 ritasena http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1415 “Epidemia Global do século XXI” segundo a Organização Mundial de Saúde

 

A obesidade é uma doença crónica, na qual a reserva de gordura natural do  organismo aumenta, até ao ponto, em que o excesso de gordura corporal acumulada  pode atingir vários graus, capazes de afectar a saúde do indivíduo. Sobretudo, nesta  doença, há uma acumulação de gordura na zona abdominal e coxas.

Sendo uma doença grave, ela constitui um factor de risco bastante elevado para o  desenvolvimento e agravamento de outras doenças, como é o caso das doenças  cardiovasculares, diabetes, apneia do sono (alteração do sono caracterizada pela  suspensão da respiração durante o sono), osteoartrite (doença crónica nas  articulações), entre outras. Esta doença é a segunda maior causa de morte passível de  prevenção, em todo o mundo.

Obesidade, nediez e pimelose são os nomes atribuídos à doença, em que a ingestão alimentar é muito superior ao gasto energético. É uma doença que pode atingir desde homens a mulheres de todas as idades. Esta reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de mortalidade.

A obesidade não é hereditária, no entanto, a convivência com pessoas obesas pode contribuir para a evolução desta doença, uma vez que haverá grandes probabilidades de adoptar os mesmos tipos de hábitos, quer alimentares quer sociais.

 

Limitações são os sintomas mais recorrentes

O excesso de gordura não provoca sinais ou sintomas directos, excepto quando os valores já são extremistas.

Os pacientes com esta doença apresentam grandes limitações a nível estético, comparativamente ao padrão de beleza, que exige um peso corporal aceite como normal, limitações de movimento, chegando mesmo a desenvolver infecções nas dobras da sua pele. Para além de que sobrecarregam toda a sua estrutura do corpo, criando por vezes varizes e úlceras.

Esta doença pode trazer várias complicações e distúrbios, como a hipertensão, cancros, diabetes, infertilidade, intolerância à glicose, aumento da insulina, entre outras, o que fazem com que haja uma diminuição da sua expectativa de vida.

 

Desequilíbrio de factores

Muitas vezes a comida é vista como uma fuga a certas emoções e situações, o que provoca um distúrbio alimentar, pois não é em peixe cozido que as pessoas se refugiam, mas sim em comida com altas quantidades de açúcar, sal e gordura. Se esta atitude deixar de ser controlada e passar a ser mecânica, o passo para a obesidade é minúsculo.

O excesso de gordura resulta da diferença entre a quantidade de energia ingerida e a quantidade de energia gasta. Este desequilíbrio pode ser causado devido a factores genéticos, metabólicos, ambientais/sociais e comportamentais/psicológicos.

Na grande maioria dos casos, esta doença aparece devido a uma dieta hiperenergética, com excessos de hidratos de carbono, de álcool, de açúcar e de gorduras, juntamente com uma vida sedentária e falta de exercício físico.

São muitas as causas da obesidade, pois nem todos os seres humanos reagem de igual forma às mesmas situações, e por isso, de pessoa para pessoa, os factores podem variar.

 

Tipologia referente ao excesso de peso

Apesar da obesidade ser uma doença grave, esta pode ser  causada por  diferentes factores, e assim classificada  como: Obesidade por distúrbio  nutricional, em que há  uma dieta rica em gorduras; obesidade por  inatividade  física, sedentarismo e idade avançada; Obesidade  secundária a alterações endócrinas, que pode ser  causada por  ovários poliquísticos, síndrome de Cushing  (distúrbio endócrino causado  por níveis elevados de  cortisol no sangue), hipogonadismo (defeito no  sistema  reprodutor que resulta na diminuição da função das  gónadas),  aumento de insulina, hipotiroidismo, entre  outros; obesidade  secundária, devido à toma de  fármacos, como antidepressivos ou  corticóides; e por  último, obesidade de causa genética.

 

História Clínica, exames e IMC

Quando se sofre de obesidade, o primeiro passo a tomar é dirigir-se ao médico de família, pois este vai avaliar o tipo de obesidade, e  referenciá-lo, se necessário, para as consultas hospitalares de  obesidade.

A melhor forma para se avaliar o peso corporal é  através do IMC (índice de massa corporal),  que é  calculado dividindo-se o peso do paciente em quilos  pela sua altura em metros,  elevada ao quadrado. O  valor obtido estabelece o diagnóstico da obesidade do  paciente,  caracterizando também os ricos associados  ao seu nível de IMC.

Um outro factor que permite avaliar o nível/grau de obesidade é a simples medida da  circunferência abdominal, em que no homem, superior a 94 centímetros já apresenta risco  aumentado, e na mulher, bastam apenas 80 centímetros.

A gordura corporal também pode ser estimada a partir de equipamentos médicos, como a bioimpedância, a tomografia computadorizada, a ultrassonografia e a ressonância magnética. No entanto estes só são úteis nos casos em que se pretende determinar com maior detalhe a situação corporal do doente.

Cabe ainda salientar que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados.

 

É melhor prevenir que remediar

A doença crónica pode ser evitada, mas para isso é preciso ter em conta certas atitudes do dia-a-dia, como uma dieta alimentar equilibrada, actividade física regular e um modo de vida saudável.

Como em todas as doenças, há factores de risco, que podem e devem ser evitados, para que estas se desenvolvam.

Relativamente à obesidade, os principais factores de risco a evitar são a vida sedentária, isto porque quanto mais tempo sentado no sofá em frente à televisão, maior é a prevalência da obesidade; residir numa cidade urbana, uma vez que quanto mais urbanizada for a zona de residência mais difícil se torna sair de casa a pé; a gravidez e a menopausa podem contribuir também para o aumento do armazenamento da gordura; o grau de informação dos pais, pois eles são, geralmente, os primeiros a detectar esta doença.

 

Combinação perfeita 

A obesidade é uma doença que tem tratamento, e por vezes bastante facilitado e sem recorrer a fármacos. O tratamento médico recomendado passa pela combinação de dieta de poucas calorias, no entanto deve ser superior a 800 calorias diárias, uma mudança no comportamento e um aumento da actividade física. No entanto, este tratamento tem problemas, pois nem todos os doentes conseguem ter força de vontade para começar uma actividade física, ou força psicológica para manter os hábitos alimentares indicados pelo nutricionista. E quando conseguem seguir o tratamento à risca, são muitos os doentes, que não conseguem manter o peso perdido, e voltam a ganhar quilos e quilos. Entre 85% e 95% das pessoas que perdem mais de 10% da sua massa corporal, recuperam todo o peso perdido entre 2 a 5 anos.

Quando estes casos acontecem existe sempre a possibilidade da cirurgia, mas essa só é recomendada em casos com o IMC igual ou superior a 40 kg/m2. Trata-se de uma cirurgia bariátrica, onde o paciente pode ter várias complicações, quer durante a operação quer na pós-operação.

Se o tratamento recomendado não funcionar, há sempre a terapia farmacêutica, que varia entre fentermina, orlistat, sibutramina, fluoxetina e bupropiona. E dentro de cada situação, pode ser indicado ou não o tratamento comportamental através de um psiquiatra ou psicólogo.

 

Redução alimentar e Exercício Físico

Independentemente do tratamento proposto, a redução alimentar é imprescindível,  pois é  através dela que o paciente pode reduzir a ingestão calórica total. Dentro das  várias  dietas, a mais aceite cientificamente é a dieta hipocalórica, em que o paciente  recebe uma  dieta medida e calculada com as quantidades calóricas que pode e deve  ingerir, consoante  a sua actividade física. Nesta dieta os alimentos são distribuídos  por 6 refeições diárias,  com 50% de carboidratos, 30% de gorduras e 20% de  proteínas.

Em qualquer tratamento não são recomendadas dietas com menos de 800 calorias  diárias,  pois essas dietas apresentam graves riscos ao nível do metabolismo corporal,  ou dietas  com apenas 1 ou 2 alimentos, pois essas aumentam a deposição de gordura  no fígado.

A actividade física é indispensável ao bom funcionamento do corpo, e quando se fala em actividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético. Quando nos referimos a exercício físico, esse sim, já diz respeito a um treino planeado e estruturado onde o objectivo é melhorar ou manter a condição física.

O exercício apresenta bastantes benefícios para um paciente obeso. Há uma diminuição de apetite, há uma melhoria do perfil de gorduras, há uma melhoria da sensação de bem-estar e de auto estima, entre outras. No entanto, todo este exercício deve ser orientado por um profissional de saúde, no qual deve ser aconselhável cerca de 30 minutos diários, 4 vezes por semana.

 

 

 

 

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A Economia social pode ser a mão invisível das Misericórdias http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/29/a-economia-social-pode-ser-a-mao-invisivel-das-misericordias/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/29/a-economia-social-pode-ser-a-mao-invisivel-das-misericordias/#comments Tue, 29 May 2012 01:16:14 +0000 pedromatias http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1405 As instituições sociais têm sempre um papel muito relevante, mas em tempos de dificuldades este papel passa a ser essencial

A economia social pode muito bem deter a chave, o segredo, de combate à crise. A solução para Portugal sair do momento que atravessa. Pois não tenhamos dúvidas que a solução está na coesão social. E a solidariedade poderá ser o seu catalisador e as instituições sociais, as mutualidades, os seus mais dignos representantes. Neste quadro difícil temos que ter uma certeza e encarar a consolidação financeira enquanto factor de recuperação económica. A recuperação económica enquanto vector de empregabilidade. O emprego e a democratização da economia enquanto sustentabilidade de uma nação e do seu futuro, para isso temos todos de contribuir.
Esta mudança obrigará a um esforço de todos. Mas, no espírito de ética social na austeridade, temos de zelar e acautelar aqueles que, por enquanto, à crise estão mais expostos. Combatendo fenómenos e situações de exclusão social, fazendo-o de forma solidária, fortalecendo a dimensão da coesão social e por isso é com as instituições que temos de pensar o futuro das respostas sociais em Portugal.
Porque se adequam às novas exigências todos os dias; porque se transformam à velocidade que a solidariedade o solicita; e porque chegam numa resposta de proximidade com agilidade que o estado central não consegue.
Segundo o governo pensar o futuro é mudar o paradigma, é passar a encarar as mutualidades como parceiras do estado e no combate à exclusão social. O estado não deve abdicar das suas responsabilidades e funções enquanto tal, até porque muitas delas são indelegáveis, mas encontrar no potencial mutualista uma parte importante no complemento da resposta social.

O sector da economia social e solidária
Estas alterações são parte de um projecto global de mudança de paradigma que será possível sem a colaboração, a abertura e o espírito de diálogo das instituições e dos seus representantes. As instituições sociais têm sempre um papel muito relevante, mas em tempos de dificuldades esse papel passa a ser essencial.
As instituições em parceria com as juntas de freguesias, câmaras municipais e estado central poderão tornar este projecto possível.
“Tem sido esta a nossa, vossa luta, que vamos ganhar. Para ganharmos depois a de todos os portugueses”, segundo o governo.

Governo aposta em fortalecer a economia social
Encorajando todas as formas de solidariedade particular e voluntária, pois gera-se economia de recursos e promove-se a humanização da protecção social.
Foi por isso que no orçamento, ao contrário do que estava previsto no memorando da troika, foi possível, dentro da reduzida margem de manobra, garantir a isenção de IRC para as instituições sociais e o reembolso de 50% do IVA, tão importante para obras de investimento ou novas respostas.
Por isso, dentro das limitações do memorando de entendimento, aumentou-se em 1.3% a despesa efectiva dos acordos de cooperação quando no passado tinham sido congelados. Liquidou-se a dívida de 5,7 milhões de euros que a Segurança Social tinha desde 2008 para com as instituições sociais que tinham vagas de acordos de cooperação
E isto só possível porque o governo no orçamento de estado aumentou em 16 % as verbas para a acção social por contra ponto, entre outras, da redução em 14% das despesas de administração e consumos intermédios.
Sabendo dos entraves burocráticos em que muitas instituições e obras para novos equipamentos estão submersas, sabendo que essa inflexibilidade não se coaduna com a qualidade e eficiência de resposta que pretendemos dar agimos para que, desde que devidamente justificado e autorizado, fossem flexibilizados ligeiros desvios face às áreas úteis mínimas previstas como norma.
Porque não nos podemos dar ao luxo de embargar obras de norte a sul de Portugal, não podemos manter encerrados equipamentos nas mais diversas áreas, inclusive na deficiência, só porque a sua recepção tem uma dimensão menor ao previsto ou alguns quartos têm menos alguns centímetros quadrados de área. E esta mudança permitirá estabelecer uma rede importante de apoio às famílias.

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De manhã é que se começa o dia http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/28/de-manha-e-que-se-comeca-o-dia/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/28/de-manha-e-que-se-comeca-o-dia/#comments Mon, 28 May 2012 23:00:17 +0000 andreiamiguel http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1398 Cereais, leite, iogurte, fruta, torrada, ovos, tudo isto e muito mais era o que todos os indivíduos deveriam ingerir logo de manhã. Pois com muita imaginação pode-se fazer desta pequena grande refeição um momento de prazer.

Pequeno - Almoço saudável

Todos os países têm uma opinião acerca do pequeno-almoço e se alguns fazem desta refeição um manjar dos deuses, outros fazem a refeição mais pobre do dia. Todos os indivíduos deveriam fazer três boas refeições por dia.

Mas deve-se sempre ter cuidado de deixar passar um certo número de horas entre refeições que contenham leite e outras refeições que contenham carne.

Sobrecarregar o aparelho digestivo com uma ou duas refeições muito fartas e depois deixa-lo horas em jejum não é certamente uma atitude benéfica. Quando se tem tendência para aumentar de peso deverá ter presente que consumir apenas uma única refeição por dia obriga o organismo a fazer grandes reservas de gorduras, para além de ter sempre presente a sensação de fome.

E preferível abastecer o organismo de energia logo de manhã para que possa trabalhar a cem por centro nas primeiras horas do dia. Claro que se o trabalho requer mais exercício físico, trabalhos mais pesados exige um fornecimento nutritivo diferente e superior, ao de uma pessoa que tem uma actividade menos, as crianças e adolescentes também têm de ter o dobro dos nutrientes para aguentar o processo de crescimento.

De seguida serão apresentadas várias sugestões, para se ter um pequeno-almoço diferente durante vários dias e assim o individuo vai conseguir conservar o apetite e o desejo da primeira refeição do dia.

Recomendações:

Fruta, leite, pão são tudo alimentos essenciais a um bom pequeno-almoço.

No ponto de vista fisiológico não é de todo saudável e aconselhável saltar da cama e fazer logo uma refeição de grande porte, uma vez que mal abrimos os olhos. Não nos podemos esquecer que muito dificilmente alguém acorda com um apetite tremendo.

Mas é verdade que beber estimula o metabolismo, assim, é aconselhável que se deixe um copo de água ou de chá tisana na mesinha de cabeceira para, logo ao despertar beber.

Era costume deixar o pequeno-almoço para mais tarde, e só depois de uma ou duas horas de actividade é que se sentavam à mesa para degustar o pequeno-almoço e restabelecer forças.

Quando se faz um jantar em grandes quantidades e por vezes a horas tardias, dificilmente pela manhã se apetite e por vezes o mau humor matinal é fruto de uma refeição extremamente pesada no dia anterior. Logo devemos jantar mais cedo e fazer refeições ligeiras. De seguida são apresentadas ideias para um pequeno almoço para pessoas com pouco apetite.

 

Para quem tem pouco apetite e muita pressa

Para quem acorda com pouco apetite é aconselhável um pequeno-almoço leve, que pode ser à base de fruta da época fresca e madura, ou então sumo de fruta fresca, preparado na hora. Para quem sofre de prisão de ventre é aconselhável um iogurte natural, enriquecido com sementes de linho, isto para melhorar o trânsito intestinal e outras oleaginosas, como por exemplo o girassol, amêndoa ou sementes de sésamo. Ao iogurte podemos acrescentar um pouco de fruta fresca e para adoçar um pouco de mel ou adoçante nunca açúcar.

Para quem está a crescer e para quem desenvolve um trabalho físico intenso

Muesli

O muesli é um cereal matinal popular à base de flocos de aveia crus, fruta e frutos secos. Foi desenvolvido cerca de 1900 pelo médico suíço Maximilian Bircher-Benner para os doentes no seu hospital. Para além do pequeno-almoço rico em muesli o leite não desnatado ou natas doces líquidas, uma maçã em pedaços, uma banana às rodelas, amêndoas, nozes, avelas, frutos secos é tudo um conjunto de alimentos bom para o pequeno-almoço.

Este pequeno-almoço está preparado para dar muita energia durante várias horas, sem sobrecarregar de uma forma excessiva o aparelho digestivo.

Pão integral, torradas, bolachas de água e sal, com um pouco de manteiga ou queijo de barrar ou até requeijão reforçadas com uma fatia de queijo, também é uma óptima solução. Tudo isto pode ser também acompanho com avelãs ou nozes e também por sementes de sésamo um pouco torradas e com um pouco de sal.

Se são um pouco gulosos e preferem um pouco de doce logo pela manhã, podem recorrer ao mel, pão com passas ou qualquer outro tipo de frutos secos, pode ainda acompanhar com um ovo fresco.

Para acompanhar esta refeição, recomenda-se como bebida o café ou chá. Mas apenas se deve beber no final da refeição e não a cada bocado que mete à boca, para se engolir tudo mais rápido. O pão pode ser acompanhado de um copo de leite, se optar por biscoitos deverá escolher o pão integral, com muito pouco açúcar ou quase nenhum. Se a escolha for esta refeição então deve se evitar beber sumos de fruta ácida ou semiácida.

 

Para vegetarianos

Uma vez amantes da saúde e da fruta o pequeno-almoço é a base de fruta e assim começam o dia com uma sensação de leveza. O nível glicémico terá uma subida bastante rápida, e assim terá a sensação que possui uma tremenda energia. Mas devem ter cuidado com a conjugação de certos frutos. O doce com o semiácido e ácido só são permitidas até certo ponto, não podemos esquecer que um fruto quando é doce depois de muito maduro ainda é mais doce, quando colhido antes de tempo passa a ser semiácido, logo deve-se combinar alimentos sempre da mesma categoria.

 

Cereais, fruta, leite, são uma boa alternativa para o pequeno-almoço

Não há razão para não superar as dificuldades das manhãs:

Antecipadamente tem de pensar o que vai ser o pequeno-almoço, a mesa do pequeno-almoço deve ficar preparada do dia anterior, deve-se levantar um pouco mais cedo para não andar a correr e acabar d preparar o que falta, toda a família deve participar nesta preparação e assim pode-se aproveitar um momento em família.

Não se pode esquecer que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia e deve ser ingerida logo após acordar.

Para as crianças ainda é mais importante, pois garante a concentração e energia absoluta na escola e em todas as tarefas.

 

Alguns exemplos práticos

1 Taça com cereais integrais (30 g) + 125 ml de leite meio gordo + 1 maçã

1 Bolinha de mistura + 1 colher de chá de manteiga + 1 copo de leite meio gordo (150 ml) + 1 copo de sumo natural (ex.: laranja)

O pequeno-almoço é um momento familiar.

O pequeno-almoço é um momento familiar.

2 Fatias de pão integral + 1 fatia de fiambre magro (ex.: peru) + 1 iogurte não açucarado (natural ou de aromas) + 1 banana

 

 

 

 

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É como respirar dentro de um aquário http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/28/e-como-respirar-dentro-de-um-aquario/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/28/e-como-respirar-dentro-de-um-aquario/#comments Mon, 28 May 2012 18:17:06 +0000 ritasena http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1386 A asma é uma doença que afecta cerca de 150 milhões de pessoas por todo o mundo.

 

Em Portugal cerca de 600 mil pessoas sofrem de Asma.

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas, em que os brônquios se encontram mais estreitos, dificultando a passagem do ar, provocando, assim, contrações/broncoespasmos.

Esta doença é caracterizada pela sensibilidade aumentada da árvore traqueobrônquica a uma multiplicidade de estímulos. Quer isto dizer que na asma as vias que conduzem o ar desde a laringe até aos alvéolos pulmonares encontram-se inflamadas, não apenas em uma altura de infecção ou de agressão do organismo, mas sempre, isto porque a asma é uma doença crónica. Concomitantemente a esta inflamação existe uma sensibilidade aumentada a estímulos inofensivos provocando, assim, uma reacção exagerada de contracção das vias aéreas – os broncoespasmos (já mencionados), o que torna ainda mais difícil a respiração.

Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, uma vez que existe uma obstrução aérea derivada dos broncoespasmos, provocando sensação de sufoco.

As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil. Eczema, rinite alérgica, doença atópica são doenças que estão associadas à asma.

Esta doença afecta pessoas de qualquer idade. Contudo, na maioria dos casos é diagnosticada na infância, sendo comum manifestar-se em pessoas da mesma família.

Manifestações da Doença Crónica

Durante esta doença, os sintomas que se verificam, geralmente aparecem de forma cíclica, com períodos de piora. A tosse seca, com predomínio nocturno, a dificuldade respiratória, o aperto torácico mais conhecido como opressão no peito, o chiado (sibilos) e a pieira são os sintomas mais recorrentes.

Embora seja uma doença crónica não se manifesta todos os dias. No entanto, os sintomas podem aparecer quando menos se espera, sobretudo durante noite, ou então quando são provocados pela presença de exercício físico, infecções, animais com pêlo no dia-a-dia, exposições alargadas aos ácaros domésticos, fumo, pólen, alterações de temperatura, fármacos não-esteróides e emoções fortes, como o riso ou o choro. Outros factores que podem agravar esta doença são as gripes e constipações.

A asma é agravada quanto mais aflições e irritações a pessoa revelar.

Na asma existem doentes de risco mais elevado: os que têm uma asma grave de duração prolongada; os que têm uma asma transitória, constatada pela grande variabilidade de sintomas e de débitos respiratórios; e os que têm uma história clínica onde a sua asma não está controlada, recorrendo frequentemente ao serviço de urgência, necessitando de ventilação mecânica.

Diferentes crises podem atacar o ser humano

As crises da asma podem ser ligeiras, moderadas, graves e com frequentes paragens respiratórias. Quando se tratam de crises muito graves podem colocar a vida da pessoa em risco, contudo as crises instalam-se lentamente e uma pessoa que já esteja alertada para o seu problema tem tempo de usar a medicação antes que haja um agravamento da situação.

Crise ligeira – o doente apresenta faltas de ar a andar, um discurso quase normal, está consciente, apresenta-se normalmente calmo com uma frequência respiratória normal, em que a frequência cardíaca está abaixo dos 100 batimentos por minuto e sibilos moderados.

Crise moderada – o doente apresenta faltas de ar a falar, prefere uma posição sentada, fala com frases curtas, está consciente mas ansioso, a frequência respiratória apresenta-se elevada com uma frequência cardíaca que varia entre os 100 e os 120 batimentos por minuto e sibilos evidentes.

Crise grave – apresenta faltas de ar mesmo em repouso, sempre que parado encontra-se inclinado para a frente, fala apenas por palavras, encontra-se agitado e ansioso, a frequência respiratória é bastante elevada em que a frequência cardíaca passa os 120 batimentos por minutos e os sibilos são bastante evidentes.

Como é comum a todas doenças, o nível de gravidade varia de pessoa para pessoa. Consoante a frequência, a intensidade dos sintomas e a necessidade de utilizar medicamentos a asma pode ter vários graus de gravidade, para além dos vários níveis de crise:

- Asma Intermitente (grau 1) – Os sintomas surgem raras vezes por mês, não chegando a ser uma vez por semana, ou o doente, acorda aflito com os sintomas uma a duas vezes por mês, ficando assintomático nos períodos entre os sintomas.

- Asma persistente ligeira (grau 2) – Os sintomas aparecerem geralmente mais do que uma vez por semana. O doente acorda com os sintomas durante a noite mais do que duas vezes por mês.

- Asma persistente moderada (grau 3) – Os sintomas são diários. O doente acorda mais que uma vez durante a semana com os sintomas e sente a necessidade de recorrer a medicamentos. Este tipo de asma afecta a actividade diária.

- Asma persistente grave (grau 4) – Os sintomas são permanentes, podendo aparecer várias vezes ao dia. O doente acorda frequentemente durante a noite com sintomas, tendo necessidade de recorrer aos medicamentos, e a sua actividade diária encontra-se limitada.

Nem sempre é fácil saber quando se tem, ou quando necessita de ser tratada 

A doença é pouco reconhecida entre as pessoas, devido à pouca valorização das faltas de ar. Ela tem por base um diagnóstico, sendo que primeiramente é feita a história clínica, para determinar a presença de sintomas e a suas características, relacionados ou não com exposições a factores de agressão, posteriormente é realizada uma avaliação funcional respiratória (conjunto de exames que avalia a mecânica respiratória), e uma avaliação de atopia (determinação da hipersensibilidade a estímulos).

A asma é uma doença com a qual se tem de aprender a viver com ela. O indivíduo que a tenha, tem de ser educado de forma a evitar todos os factores desencadeantes desta doença. Deve seguir todas as instruções do médico no que respeita ao tratamento por fármacos, saber a diferença entre o tratamento preventivo e o alívio imediato, saber procurar ajuda quando a crise se torna mais grave que o habitual e saber monitorizar a evolução da sua doença.

Todos os medicamentos para a asma requerem receita médica.

Os medicamentos para esta doença variam entre inaladores ou bombas, comprimidos, vacinas e xaropes. No entanto, nem todas as pessoas podem tomar qualquer medicamento, e a posição do médico é saber qual destes medicamentos é o mais indicado para cada caso, determinando ele próprio a duração do tratamento.

Os diferentes tratamentos

Os tratamentos da asma podem ser divididos em dois tipos: os de alívio e os de controlo.

O Broncodilatador é um medicamento utilizado principalmente para atenuar uma crise de  asma, ou seja, é um tipo de medicamento que ajuda a aliviar a doença. Este é um  medicamento, que dilata os brônquios quando a pessoa sente falta de ar, crise de tosse ou  chiado no peito. Dentro deste medicamento existem os de curta e dos de longa duração. Os de  curta duração são utilizados conforme a necessidade, ou seja, nas crises, pois não precisam  de ter horas exactas para serem tomados. Os de longa duração devem ser tomados no horário  estipulado pelo médico, e são indicados para casos específicos de asma.

Os Anti-inflamatórios são utilizados para evitar e prevenir crises, ou seja, são os  chamados tratamentos de controlo. Os corticóides inalatórios são a melhor forma de  combater uma inflamação, sendo utilizados por quase todos os asmáticos, i  independentemente do grau em que esteja a sua asma. Estes medicamentos são utilizados  com o intuito de prevenir as exacerbações da doença, ou pelo menos minimizá-las e  aumentar o tempo sem qualquer crise. Os anti-inflamatórios devem ser utilizados todos os  dias, uma vez que combatem a inflamação crónica dos brônquios.

Tanto os broncodilatadores como os anti-inflamatórios podem ser usados de várias formas, por nebulização, spay ou bomba, inaladores de pó seco, comprimidos ou xaropes.

Alternativas aos tradicionais

Existe ainda um tipo de tratamento alternativo, que não está directamente associado à asma, mas que ajuda a melhorar todos os sintomas. Como é o caso do tratamento fisioterapêutico.

O tratamento fisioterapêutico é um procedimento que contribui para melhorar a ventilação, auxilia o relaxamento da musculatura respiratória, higieniza a via aérea, e previne a procura por serviços de hospitalização. Este tratamento difere nas crianças e nos adultos. Nas crianças o tratamento é à base de exercícios respiratórios através de manobras de desobstrução brônquica, com estímulos de tosse. Nos adultos o tratamento é feito através de exercícios aeróbicos, exercícios respiratórios re-expansivos e alongamentos globais.

 

 

 


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Governo quer combater o desemprego http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/08/governo-quer-combater-o-desemprego/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/08/governo-quer-combater-o-desemprego/#comments Tue, 08 May 2012 00:31:31 +0000 pedromatias http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1372

Não só no impacto produtivo é terrível, mas os seus efeitos estão longe de ser apenas económicos ou financeiros. O sofrimento é grande, a única forma da política combater o desemprego é através da mudança de atitudes

O desemprego em Portugal está a um nível acima do inicialmente previsto, deverá subir nos próximos meses e continuar elevado «durante algum tempo», considera o Fundo Monetário Internacional (FMI). No relatório da terceira actualização do memorando de entendimento entre Portugal e a ‘troika’, hoje divulgado, o Fundo nota que a taxa de desemprego «já é mais alta que o previsto no programa», e «deverá subir mais nos próximos meses». Para 2012, o Fundo prevê uma taxa de desemprego de 14,4 por cento. O FMI projecta uma redução gradual do desemprego nos anos seguintes, continuando mesmo assim nos dois dígitos (11,1 por cento) em 2017. «O desemprego é um indicador retardado e, infelizmente, é realista pressupor que continuará alto durante algum tempo», diz o chefe de missão do FMI em Portugal, Abebe Selassie, numa nota anexa ao relatório. «Isto não significa que tenhamos de ser fatalistas. Os trabalhadores mais jovens e os mais velhos sentem mais dificuldades em encontrar emprego e algumas das políticas laborais vigentes ou em análise poderão ser muito úteis», acrescenta o técnico etíope. O Fundo está globalmente satisfeito com a aplicação do programa, mas considera que o Governo tem de continuar a alargar a agenda de transformação estrutural e deve encontrar novas formas de estimular a económica a curto prazo, depois de ter posto de lado a possibilidade de um na taxa social única.

Governo e CE discutem combate ao desemprego jovem

Uma delegação do Governo esteve em Bruxelas com a Comissão Europeia para discutir o programa português de combate ao desemprego entre os jovens e decidir uma reafectação de verbas comunitárias para a sua implementação. Os governantes discutiram com o comissário europeu o ‘Plano estratégico de iniciativas à empregabilidade jovem e de apoio às PME – Impulso Jovem’, que o Governo apresentou a Bruxelas já no passado mês de Março, na sequência da iniciativa promovida pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de uma acção concertada para combater o desemprego juvenil nos oito Estados-membros com taxas mais elevadas, entre os quais Portugal. Na última cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, celebrada a 2 de Março em Bruxelas, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, referiu que a intenção do Governo era, «o mais tardar até Maio, ter em andamento o programa», que se baseia essencialmente numa reprogramação estratégica dos fundos estruturais, que beneficiarão pelo menos 70 mil jovens.

O desemprego níveis recorde

O primeiro-ministro defende que o país tem que estar preparado para viver «durante algum tempo com «níveis de desemprego» a que não estava habituado. «A partir de 2013 tenderemos a absorver uma parte do desemprego, uma parte ainda pequena, e a partir de 2014 absorveremos uma fatia mais importante. Ou seja, temos que estar preparados para viver durante pelo menos dois ou três anos com níveis de desemprego a que não estávamos habituados, ele não vai desaparecer de um dia para o outro», afirmou Pedro Passos Coelho. O chefe do Governo diz ainda que o «importante» a fazer, é «habilitar aqueles que estão desempregados às oportunidades que lhes garantirão um regresso ao mercado de emprego com mais probabilidade». «Aqueles que hoje estão desempregados merecem uma oportunidade e essa oportunidade não advirá apenas de amanhã aparecerem empresas a precisarem de mão-de-obra, porque elas podem precisar de uma mão-de-obra diferente daquela que corresponde à oferta dos que estão disponíveis e desempregados hoje», sublinhou. Os «meios» para essas políticas activas de emprego «estão a ser revistos de acordo com a reprogramação estratégica que está a desenvolver-se no âmbito do QREN e dos fundos estruturais», afirmou. É preciso compreender que estar desempregado não é vergonha e pedir emprego é uma honra.

 

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François Hollande – O paradigma da mudança http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/07/francois-hollande-o-paradigma-da-mudanca/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/07/francois-hollande-o-paradigma-da-mudanca/#comments Mon, 07 May 2012 23:29:44 +0000 ricardo tavares http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1362

François Hollande é o novo presidente da França

A perda da maioria de Angela Merkel na Alemanha, a recente vitória de François Hollande em França, a substituição de Silvio Berlusconi por Mário Monti na Itália e a ascenção do Partido Socialista em Portugal demonstra que o panorama político está a transformar-se, ditando o fim do velho paradigma que em épocas de crise são eleitos governos de direita.

“Um novo arranque para a Europa. Uma nova esperança para o mundo”. Esta foi a primeira frase de François Hollande, quando se dirigiu aos franceses, como novo presidente da França. Também terá sido essa esperança que levou a maioria dos eleitores a votar em Hollande, no passado domingo. 17 anos depois os socialistas recuperam o Eliseu. Um feito heróico de François Hollande e uma avaliação negativa do trabalho de Sarkozy possibilitaram-lhe a vitória.

Na Alemanha, Merkel também perde terreno e esta vitória de Hollande na França contamina ainda mais a sua ação política. Na Itália, Silvio Berlusconi foi substituído por Mário Monti. Em Portugal, as sondagens recentemente realizadas dão a vitória a José Seguro, líder do Partido Socialista. Na visinha Espanha, a política implementada por Mariano Rajoy é responsável pela perda de simpatia que os espanhóis nutriam por ele, quando à terceira vez lhe deram uma oportunidade.

O que é feito do paradigma que refere que em épocas de crise e de maior contenção económica são eleitos governos de direita? Não se aplica mais.

“A Europa observa-nos; estou certo que com este resultado, em muitos países houve um alívio, uma esperança. A ideia de que enfim a austeridade não tinha de ser uma fatalidade. É o que vou dizer aos nossos parceiros e em primeiro lugar à Alemanha”, disse François Hollande. Esta observação de Hollande exemplifica o paradigma da mudança.

A austeridade, a fixação de metas económicas que a todo o custo têm de ser atingidas, independentemente das garantias que se percam ao nível dos direitos individuais e coletivos estão a matar “a direita”, ao mesmo tempo que esta está a “matar” os países.

Uma aposta numa política capaz de colmatar as necessidades dos cidadãos e fazer um crescimento exponencial da produtividade, reduzindo a taxa de desemprego, fizeram de Hollande um vencedor.

O “New Deal” implementado em 1929, no cenário mais negro de crise até hoje conhecido, é exigido de novo aos políticos por quem os elege. Hollande percebeu-o. Vamos esperar para ver os resultados positivos ou negativos deste modelo económico e saber se é possível “haver vida para além do défice”.

 

 

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Os jovens e o álcool: a idade dos excessos http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/07/os-jovens-e-o-alcool-a-idade-dos-excessos/ http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/blog/2012/05/07/os-jovens-e-o-alcool-a-idade-dos-excessos/#comments Mon, 07 May 2012 23:23:54 +0000 danielafilipa http://agendadocidadao.ubi.pt/portal/?p=1324

Seja à tarde ou à noite, os jovens juntam-se em torno de uma mesa, na companhia de bebidas alcoólicas, para se divertirem. Para grande parte dos jovens, o álcool torna-se uma companhia obrigatória em jantares ou saídas à noite, para passarem um bom momento com os amigos. Apesar de a idade mínima obrigatória para consumo de álcool ser de 16 anos, o que se tem vindo a verificar é que os jovens começam a beber álcool cada vez mais cedo.

O último Estudo sobre Consumo de Álcool, Tabaco e Drogas (ECATD), referente ao ano 2011, que envolveu 13 mil alunos com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, revela que 37,3% dos alunos com 13 anos já experimentou beber álcool, número que, nos jovens com 18 anos, sobre para 90,8%.  Existe um decréscimo nos números relativamente ao ano 2003. Nesse ano eram 47,2 e 93,5% respectivamente.

Nos alunos com 13 anos, oito por cento revela já ter exagerado no consumo de álcool, já nos jovens com 18 anos a percentagem é de 53,9%.

Em 2003, 30% dos alunos de 13 anos disseram ter consumido bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias, número que desceu para os 13% este ano. Nos jovens de 18 anos, a percentagem aumentou de 68,7%, em 2003, para 70,2%, no último ano. Os números do consumo nos últimos 30 dias possibilitam a identificação dos jovens que são consumidores habituais.

Apesar de alguns números serem menores no ano 2011, o estudo revelou que os jovens que consomem álcool, consomem em mais quantidade e preferem as bebidas mais fortes. Entre os alunos de 18 anos, a percentagem de consumidores de bebidas destiladas aumentou de 70 para 82%, assim como o número aumentou também nos jovens de 16 a 17 anos. Estes números são acompanhados também pelo aumento da frequência com que ficam embriagados, situação que 15% dos alunos do sexo masculino de 18 anos afirma já ter vivido entre seis a 19 vezes, no último ano. No sexo feminino a percentagem ronda os nove por cento.

 

Doenças hepáticas por álcool

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) alerta para um possível aumento das doenças hepáticas por álcool em pessoas jovens. Esta preocupação deve-se ao consumo de bebidas alcoólicas em jovens cada vez mais novos e pelo seu consumo ser excessivo e as bebidas mais fortes.

As cirroses, doença grave e irreversível do fígado, surgem no espaço de tempo de dez a 20 anos depois do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, em Portugal, cerca de uma em cada cinco pessoas consome álcool em quantidades que podem ser prejudiciais ao fígado (a partir de 30 a 40 gramas por dia).

 

Medidas para desincentivar o álcool nos jovens

De forma a desincentivar o jovem a beber, a idade legal para o consumo e aquisição de bebidas alcoólicas irá aumentar de 16 para 18 anos. A medida, que irá entrar em vigor ainda este ano, tem em conta a saúde pública do país. O facto de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo faz com que existam problemas físicos ligados ao álcool precoces, com maior gravidade e maior frequência. A medida é também uma forma de acompanhar os países europeus, em que só é permitida a venda e o consumo a partir dos 18 anos.

A redução da taxa de alcoolemia para os condutores recém-encartados, é outra das medidas impostas. Para os condutores dos 18 aos 24 anos, a taxa de alcoolemia permitida passa de 0,5 g/l para 0,2 g/l, pelo elevado grau de sinistralidade rodoviária que existe nesta faixa etária.

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